Estou longe, onde o nada é meu,
distanciei-me de tudo, complexo apogeu,
fuga intempérie da vergonha do meu eu,
pobre alma inerte, enrubesceu.

Uma história de amor, irremediável, avassaladora, sem mero acaso,
corações vazios, fostes estes, nutridos de paixão, maravilhados,
encantamento dos apaixonados, um Shakespeare inebriado,
tiraste o fôlego, em doçura, mergulhaste o corpo.

Perdeu-se a essência, o perfume da rosa, o beijo do beija-flor, o sol do girassol,
vaporização da alma, eclipse da personalidade, obliteração do eu mesmo,
não há reflexo no espelho, não há sorriso que perdure em lábios contraídos,
quem agora me domina, parece-me comigo, mas é só um desassistido.

As palavras flutuam, esbarram suavemente nas nuvens,
despencam duramente como chuvas, encontram na face, as lágrimas,
deslizam na tristeza ou alegria, são repassadas por várias vias,
de beijo em abraço, de coração em laço, lá estão elas, emocionando os fatos.

A distância me impede de tocá-la,
mover os dedos em seus leves cabelos,
roçar a barba em seu pescoço,
rir o seu riso sem esforço.

Gostou? Compartilhem as poesias flutuantes e lembrem-se deste humilde pseudo poeta como autor, eternamente agradecido.

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