Deixa ir, há rocha nos ombros, pesares no olhar, amor a definhar-se,
uma voz rouca que grita, esperneia, sequer ouvida, logo silencia-se,
lágrimas inundam a face, estás o pó, o resto, nenhuma força na fadiga,
um cadáver rastejante, a saborear devagar os seus piores dias.

Vazio, abismo de sorrisos tristes, choros alegres,
cadáver que rasteja, resmunga, nenhuma mísera beleza,
corpo de ossos e carne fraca com a alma velada,
imensa escuridão, uma parte de si, sepultada.

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