Onde está o amor se ele não queima? Mal sinto o calor entre os dedos, minha pele estás a gelar,
meus toques tateiam em vão na brasa, restos de um amor envelhecido, quase esquecido, enegrecido,
preciso queimar para vivê-lo, acender este pobre coração, aquecer os invernos, tempos duros e cruéis,
se há luz na escuridão, deve haver algo nas profundezas deste carvão, seco e inflamável.

Um temporal, um vestido listrado, um coração alado,
frio na barriga, olhares ao chão, arrepios em concessão,
lugar desconhecido, poucas falas, sentimento engasga,
a linda morena e o homem desencantado.

Sem licença, sem permissão, todas as aspirações suprimidas, cuidado, chão frágil, vidro quebradiço,
pisar devagarinho, cochichar no ouvido, silenciar o coração golpeado, abraça-me, deixe-me forrar o caminho,
sou as mãos que lhe segura, os olhos na escuridão, prometo ser o nada que precisa, mais uma vez, respire,
sinta a brisa acariciar seu lindo rosto pela janela, enquanto costuro todas as feridas abertas.

Trancados, abafados, ares compartilhados, covil humano fechado, prosas, lembranças,
aquele dia, o momento inesquecível, agora, risos, sorrisos, malvadezas, malevolência,
confinados, o instinto natural grita alto, sei lá, jazz no rádio, celulares desligados,
pandemia condena o mundo, não toca aqui, onde toco, só dois e coisa alguma a fazer, quase.

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