A dor da perda, de algo, de alguém,
o infortuno acaso, o insuportável saber,
a aflição é tamanha, não há como refazer,
está feito e compaixão pode ter.

O medo é um quadro a decorar o meu ambiente interior,
pinturas realísticas, mutáveis, metamorfose questionável,
a larva queima, o casulo abre -se, a borboleta-caveira,
não voa, rasteja, suas presas a fincar até simples devaneios.

Até onde o acaso podes atingir? Não es cabido, definir quando vou partir,
em fogo alto queimareis, do ar desabareis, da terra engolireis, os sonhos, do céu realizareis,
és mascarado este acaso, és imundo de descaso, persegue-se o culpado, em vão sempre serás caçado,
caminhareis em paz a rota alternativa, flutuando com essas asas plumadas que ganheis na partida.

As Guerras e seus parênteses,
armaram o homem com o diabo,
sacrificaram santos, santificaram os cabos,
o lado bom, não tem lado.

E o filho de Deus sangrou, açoitado, humilhado, até a coroa lhe cortava,
o mesmo sangue, que hoje é jorrado em vão, de um pulso, de um impulso,
a fé que Jesus provou em madeira e cruz, eternizou-se com a benção do Pai,
não é desse mundo, que se abandona na prática, por vezes, uma única voz é calada.

Saudades é uma lâmina cega,
o coração uma carne mole,
cada fenda sangra quente,
não há como estancar urgente.

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