Moça bonita, aprecie minha incapacidade de decifrar as linhas, vejo-a desamarrar-se,
soltar a corda, aliviar as pedras das costas, distraindo-se com o abandono do juízo,
rindo de ninguém, sorrindo para si, dando voz a qualquer música, flertando com a vida,
sabe sofrer, nem parece aquela menina, chorosa, lágrimas de um passado, salgado.

Mulheres, subestimadas em velhos tempos, heroínas desse milênio,
guerreiras inteiras, lutadoras em guerras das armas e dos sexos,
Malala, Joana d'Arc, Tarsila do Amaral, Anita Garibaldi, tantas outras,
imortalizaram seus ideais, direitos, deveras justo, profundo respeito.

Toda mulher é ilha, a morena é fantasia, doce mistério lhe habita,
profundos olhos de lince, negros ou claros, convidativos, intimidativos,
pele clara ou morena, abençoada pela natureza, namorada do sol ou amante da lua,
sonho dos homens, perdição dos desventurados, corações perdidos, pobres apaixonados.

Invisível, quase indetectável, tomou forma, jeito, tsunami em água parada, olhos de jabuticaba,
linda face de sardas temperadas pelo sol, pele mergulhada em leite, corpo é fascínio, um deleite,
tortas nuances, forte maturidade, a menina mulher de voz rouca tranquila e a rara sintonia afinada,
e então, barreira quebrada, o homem passarinho e a mulher violeta, meteoros e cometas.

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