O amor é pueril, tola criança em desatino, corre pelos campos,
anda sobre rios, dança sob nuvens, sapateia em brasas, voa sem asas,
flutua em emoções, floresce os tristes corações, faz-se de tudo, graça,
quem ama puramente, não sabe explicar, tampouco, precisa entender.

Um temporal, um vestido listrado, um coração alado,
frio na barriga, olhares ao chão, arrepios em concessão,
lugar desconhecido, poucas falas, sentimento engasga,
a linda morena e o homem desencantado.

De repente era amor, palavras adocicadas, longas prosas, jeito fácil,
músicas adotadas, sorrisos colados, corpos selados, beijos intermináveis,
juras de um amor eterno, corações alados, sentimentos inquestionáveis,
as imperfeições perfeitas de um casal amável, dignos de contos encantáveis.

Presos por amor e pelo que nos juntou,
amores partilhados por quase tudo,
sentimentos desnudos e
vínculos profundos.

A distância me impede de tocá-la,
mover os dedos em seus leves cabelos,
roçar a barba em seu pescoço,
rir o seu riso sem esforço.

Antes e depois, divisão de mares,
preenchido, completo, inovados ares,
novos planos conturbam a calma,
jornada por ela iluminada.

Gostou? Compartilhem as poesias flutuantes e lembrem-se deste humilde pseudo poeta como autor, eternamente agradecido.

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