Estou longe, onde o nada é meu,
distanciei-me de tudo, complexo apogeu,
fuga intempérie da vergonha do meu eu,
pobre alma inerte, enrubesceu.

Amor em luzes de sol,
dentro de bons dias e noites,
naquela prosa sem fim,
nas tulipas do jardim.

Você é tão linda, não refute os fatos,
nos fios pretos e lisos, o brilho da noite,
na pele branca e pintada, as luzes do dia,
o que dizer do olhar castanho que imobiliza?!

Ela não é desse tempo, pertenceste a outros verões, antepassados, períodos incrustados,
desfilava-te com grandes chapéus de tecidos aveludados, pele branca beijada pelo sol, pequenas manchas de linho,
sorrisos fáceis, doces companhias, praças cheias de vida, seu hobby era ser ilha, objeto de fascínio, de conquista,
beleza cultuada por artistas em quadros impressionistas, era tudo sonho em vida, mundo colorido.

Os raios de sol beijam os pés, inundados na transparência líquida,
nossas mãos pregadas balanceiam vagarosamente, conexão da alma,
olhares perdem-se em tanta beleza, especialmente sua, tão minha,
areia dura, represa límpida, troncos tortuosos, repleta natureza.

A Mãe Natureza agoniza, piamente chora,
suas crias cada vez mais raras, padecem todos os dias,
caçados, açoitados, degolados, sofrimento inesgotável,
criou-se tudo com amor e o homem perfurou.

Gostou? Compartilhem as poesias flutuantes e lembrem-se deste humilde pseudo poeta como autor, eternamente agradecido.

Pode escrever,

  • Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

POESIAS FLUTUANTES 2019 | Todas as poesias são autorais de J.G.B @ All rights reserved. As pinturas contidas neste site são de autoria de outros artistas, todos devidamente com créditos mencionados e linkados. Background Art by Akiane Kramarik

JGWEB - Criação de Sites