O medo é um quadro a decorar o meu ambiente interior,
pinturas realísticas, mutáveis, metamorfose questionável,
a larva queima, o casulo abre -se, a borboleta-caveira,
não voa, rasteja, suas presas a fincar até simples devaneios.

Sem licença, sem permissão, todas as aspirações suprimidas, cuidado, chão frágil, vidro quebradiço,
pisar devagarinho, cochichar no ouvido, silenciar o coração golpeado, abraça-me, deixe-me forrar o caminho,
sou as mãos que lhe segura, os olhos na escuridão, prometo ser o nada que precisa, mais uma vez, respire,
sinta a brisa acariciar seu lindo rosto pela janela, enquanto costuro todas as feridas abertas.

Teus olhos me veem, tentam enxergar, a forma, o jeito, aspecto deslumbrativo, fascínio,
pintura restaurada, tantos pincéis foram quebrados, borrando arte precária, mal acabada,
mesmo assim, as cores dilataram suas pupilas, tela líquida em parede neutra, paixão novena,
veja, combinas com a mobília, decoras o interior, despejas cor em cinza frio, desejos, calafrios.

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