E o filho de Deus sangrou, açoitado, humilhado, até a coroa lhe cortava,
o mesmo sangue, que hoje é jorrado em vão, de um pulso, de um impulso,
a fé que Jesus provou em madeira e cruz, eternizou-se com a benção do Pai,
não é desse mundo, que se abandona na prática, por vezes, uma única voz é calada.

Saudades é uma lâmina cega,
o coração uma carne mole,
cada fenda sangra quente,
não há como estancar urgente.

A Mãe Natureza agoniza, piamente chora,
suas crias cada vez mais raras, padecem todos os dias,
caçados, açoitados, degolados, sofrimento inesgotável,
criou-se tudo com amor e o homem perfurou.

Apropriamos a dor dos nossos próximos, a prova concreta da compaixão humana,
somos capazes de assumir o sofrimento que estraçalha outro peito, rezamos para que cada lágrima faça efeito,
silencie a aflição, os gritos de desespero, das famílias enterradas ou que enterraram o primogênito,
tragédias costumeiras, profundas de lamentos, acabam com vidas, antes de acabar com o dia.

Gostou? Compartilhem as poesias flutuantes e lembrem-se deste humilde pseudo poeta como autor, eternamente agradecido.

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