Amá-la, tanto mais do que se pode ser, além do que se for será,
minha incansável certeza de crer, no futuro imperfeito de amar,
todos os dias a pensar, em todas as formas, dela, ao meu lado estar,
impreterivelmente, urgentemente, sua eternidade é o céu que irei pleitear.

Ela não é desse tempo, pertenceste a outros verões, antepassados, períodos incrustados,
desfilava-te com grandes chapéus de tecidos aveludados, pele branca beijada pelo sol, pequenas manchas de linho,
sorrisos fáceis, doces companhias, praças cheias de vida, seu hobby era ser ilha, objeto de fascínio, de conquista,
beleza cultuada por artistas em quadros impressionistas, era tudo sonho em vida, mundo colorido.

Deus, crias-te tudo, um universo completo,
propagador da misericórdia, decerto,
da natureza, a humana lhe falhou,
perdoou até quem lhe apedrejou.

O desbravador de mares, viaja a vida por amor, iça as velas,
atravessa o grande mar sereno, o longínquo céu azul é contemplado,
as boas correntes sempre se encarregam de mostrar-lhe o moroso caminho,
o destino é uma ilha inexplorada para ancorar, descobrir maravilhas.

Beijei a lona, sangue ao chão, músculos fracos, fatigados,
indigno, resto de um lobo ferido, a fixar no chão em cada batida,
a chamar para si os cruzados de esquerda, jab frontal, uppercut final,
abre-se contagem, 33 anos, um dia o gongo soará, surras louváveis até lá.

Mulheres, subestimadas em velhos tempos, heroínas desse milênio,
guerreiras inteiras, lutadoras em guerras das armas e dos sexos,
Malala, Joana d'Arc, Tarsila do Amaral, Anita Garibaldi, tantas outras,
imortalizaram seus ideais, direitos, deveras justo, profundo respeito.

Estou esgotado, das batalhas diárias, do conflito necessário,
pondero parar, sentir o gosto amargo do fracasso em tentar,
sem que o mundo desabe de um andaime na consciência, tsunami infâme,
arrasta tudo, até minha coragem, pode vir, em frente vou continuar.

A felicidade é singular,
na sua essência habitará,
morada fará, todos poderão notar,
deixe a luz brilhar.

Os raios de sol beijam os pés, inundados na transparência líquida,
nossas mãos pregadas balanceiam vagarosamente, conexão da alma,
olhares perdem-se em tanta beleza, especialmente sua, tão minha,
areia dura, represa límpida, troncos tortuosos, repleta natureza.

E o filho de Deus sangrou, açoitado, humilhado, até a coroa lhe cortava,
o mesmo sangue, que hoje é jorrado em vão, de um pulso, de um impulso,
a fé que Jesus provou em madeira e cruz, eternizou-se com a benção do Pai,
não é desse mundo, que se abandona na prática, por vezes, uma única voz é calada.

Odeio quem eu deveria ser aos olhos alheios,
eu sou como posso ser, a inveja não tem cor,
não há sabor, na minha existência,
eu não concedo essa dor.

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