Passarinhando, amanheço cantando, benquisto, verde colorido, empoleiro-me aqui todos os dias,
embelezo a janela, dou vida ao telhado, lhe dou prosa, lhe arranco risos, pios e voos, mil vezes por dia,
entro e saio deste recinto, alpiste, linhaça, girassóis e uma violeta, sorte deste pequeno cheio de peninhas,
saio de noitinha, não sou o cuco, parasita de ninhos, veja, sou um cortês periquito, australiano engraçadinho.

O invisível sopra-lhe, moroso, carinhoso, vistoso quando lhe levanta voo,
veja-a como és bela e leve, sobrevoa, gira, pousa, embalada pelo imprevisível,
em tempos chuvosos, acalma-se, mostra teu apogeu nos dias lustrosos, perfeição existe,
o total equilíbrio entre a densidade do ar e o peso da pluma, beleza, está na forma.

Invisível, quase indetectável, tomou forma, jeito, tsunami em água parada, olhos de jabuticaba,
linda face de sardas temperadas pelo sol, pele mergulhada em leite, corpo é fascínio, um deleite,
tortas nuances, forte maturidade, a menina mulher de voz rouca tranquila e a rara sintonia afinada,
e então, barreira quebrada, o homem passarinho e a mulher violeta, meteoros e cometas.

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