Plumar

O invisível sopra-lhe, moroso, carinhoso, vistoso quando lhe levanta voo,
veja-a como és bela e leve, sobrevoa, gira, pousa, embalada pelo imprevisível,
em tempos chuvosos, acalma-se, mostra teu apogeu nos dias lustrosos, perfeição existe,
o total equilíbrio entre a densidade do ar e o peso da pluma, beleza, está na forma.

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Casa de Vidro

Sem licença, sem permissão, todas as aspirações suprimidas, cuidado, chão frágil, vidro quebradiço,
pisar devagarinho, cochichar no ouvido, silenciar o coração golpeado, abraça-me, deixe-me forrar o caminho,
sou as mãos que lhe segura, os olhos na escuridão, prometo ser o nada que precisa, mais uma vez, respire,
sinta a brisa acariciar seu lindo rosto pela janela, enquanto costuro todas as feridas abertas.

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Pequena Balbúrdia

Dona da noite, abandonaste o lar sem graça, desfilando em vestido violeta e sandália preta,
a estrada de pedra como tapete vermelho, encontrará um velho amigo, sozinha, insinuante, brilhante,
a lua tem o melhor ângulo, enquanto as estrelas provocantes deslizam no corpo, belíssimo esboço,
o prazer de um bar no fim de noite, acompanhada, whisky amante e cerveja deturpante a esperar.

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Amor em Brasa

Onde está o amor se ele não queima? Mal sinto o calor entre os dedos, minha pele estás a gelar,
meus toques tateiam em vão na brasa, restos de um amor envelhecido, quase esquecido, enegrecido,
preciso queimar para vivê-lo, acender este pobre coração, aquecer os invernos, tempos duros e cruéis,
se há luz na escuridão, deve haver algo nas profundezas deste carvão, seco e inflamável.

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Quarentena

Trancados, abafados, ares compartilhados, covil humano fechado, prosas, lembranças,
aquele dia, o momento inesquecível, agora, risos, sorrisos, malvadezas, malevolência,
confinados, o instinto natural grita alto, sei lá, jazz no rádio, celulares desligados,
pandemia condena o mundo, não toca aqui, onde toco, só dois e coisa alguma a fazer, quase.

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Incompleto

Não sirvo a nada, não caibo em ninguém, coração vagabundo, moribundo,
não sou o tecido justo que amacia, nem o animal perspicaz que se adapta,
pareço-me com o fogo que se alastra nas folhas secas, naturalidade destrutiva,
fervente, deixo cinzas, não há fênix no meu deserto, muita poeira, um inseto.

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Arte Violeta

Moça bonita, aprecie minha incapacidade de decifrar as linhas, vejo-a desamarrar-se,
soltar a corda, aliviar as pedras das costas, distraindo-se com o abandono do juízo,
rindo de ninguém, sorrindo para si, dando voz a qualquer música, flertando com a vida,
sabe sofrer, nem parece aquela menina, chorosa, lágrimas de um passado, salgado.

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Fácil Alegria

Que a bebida insista mais um pouco, perdi a hora?! Pendure mais uma na conta,
os sorrisos e gargalhadas já estão sem motivos, até as minhas desgraças riem,
há paz no caos, mergulhado em goles rápidos, as vezes amargo, bem amado,
o tédio não me visita, tim, tim, sempre uma saída, as vezes saideira.

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Forza Itália

Italianos, a olhar a face da morte todos os dias, nenhuma autoria, vírus a dominar o mundo,
tristes vítimas, milhares de mortes em que não se enterra o querido, nem se olha nos olhos,
nenhum beijo na partida, alguns se vão sem oração, sem benção do padre, duramente são ceifados,
desvanecem cedo os mais velhos, tradicionais, o verde, branco e vermelho, sangue incrustado.

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Morena

Toda mulher é ilha, a morena é fantasia, doce mistério lhe habita,
profundos olhos de lince, negros ou claros, convidativos, intimidativos,
pele clara ou morena, abençoada pela natureza, namorada do sol ou amante da lua,
sonho dos homens, perdição dos desventurados, corações perdidos, pobres apaixonados.

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