Poesia - A Viagem Inesperada - por J.B.G

A Viagem Inesperada

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Até onde o acaso podes atingir? Não es cabido, definir quando vou partir,
em fogo alto queimareis, do ar desabareis, da terra engolireis, os sonhos, do céu realizareis,
és mascarado este acaso, és imundo de descaso, persegue-se o culpado, em vão sempre serás caçado,
caminhareis em paz a rota alternativa, flutuando com essas asas plumadas que ganheis na partida.

És tão alto daqui, muitos estão a me seguir, parecem estrelas a sorrir,
porque estes a subir felizes? sinto-me amargurado ao zarpar, tarefas deixeis a fazer-te por lá,
corações cruelmente partiram-se, não irás cicatrizar, pedaços de amor que nunca hão de voltar,
eras um simples menino, um filho querido, agora desafiando as alturas do céus, sem limites.

Um clarão estás a iluminar-me, ofusca-me os sensíveis olhos,
grande mão estende-se a mim, serás o Todo Poderoso que estou a sentir?
disse-me - E o espírito volte a Deus, que o deu.

Frutas no pé, animais em paz, cachoeiras límpidas, crianças sorrindo, és tu Paraíso?
todos a abraçar-se entre si, os que acompanharam-me na subida, estão aqui, és tudo tão perfeito,
um dia, eis de encontrar meus irmãos, minha família, curarão todas as dores que sentirão em vida.

Poesia por J.G.B

Pintura "The Voyage of Life: Old Age" por Thomas Cole

Tags: sonhos anjos felicidade morte culpa viagem acaso paraíso

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