Uma história de amor, irremediável, avassaladora, sem mero acaso,
corações vazios, fostes estes, nutridos de paixão, maravilhados,
encantamento dos apaixonados, um Shakespeare inebriado,
tiraste o fôlego, em doçura, mergulhaste o corpo.

O amor é uma força maior, elevada a querubins,
capaz de erguer novos mundos, alçar aos céus,
obras aclamadas, sempre com rosados jardins,
a verdade sustenta esses monumentos, prende-se o véu.

Amor em luzes de sol,
dentro de bons dias e noites,
naquela prosa sem fim,
nas tulipas do jardim.

Um temporal, um vestido listrado, um coração alado,
frio na barriga, olhares ao chão, arrepios em concessão,
lugar desconhecido, poucas falas, sentimento engasga,
a linda morena e o homem desencantado.

Amá-la, tanto mais do que se pode ser, além do que se for será,
minha incansável certeza de crer, no futuro imperfeito de amar,
todos os dias a pensar, em todas as formas, dela, ao meu lado estar,
impreterivelmente, urgentemente, sua eternidade é o céu que irei pleitear.

Meu sentimento é uma bola de cristal a respirar esse amor todos os dias,
dentro há tulipas, peônias, bem-me-quer e uma casinha de sapê qualquer,
afeiçoados quadros de artes anônimas na parede, uma chaminé e fogo a lenha,
bancos rústicos do lado de fora, pleiteando um mundo afora.

O desbravador de mares, viaja a vida por amor, iça as velas,
atravessa o grande mar sereno, o longínquo céu azul é contemplado,
as boas correntes sempre se encarregam de mostrar-lhe o moroso caminho,
o destino é uma ilha inexplorada para ancorar, descobrir maravilhas.

Dê-me a mão, levanta-te, há mais por vir,
o caminho nunca foi simples, estás-me a ouvir?
Há fadiga em seus olhos, espinhos em seus pés,
estarei sempre aqui, desabe as vezes que quiser.

Presos por amor e pelo que nos juntou,
amores partilhados por quase tudo,
sentimentos desnudos e
vínculos profundos.

Parabéns meu anjo celestial, mio grande amore, minha razão de vida,
tu és tão primorosa, agradeço aos céus sua presença em meus dias,
gentil, caridosa, formosa, bondosa, nem precisava ser linda,
veio ao mundo como estrela, a iluminar os próximos, todos os dias.

Os raios de sol beijam os pés, inundados na transparência líquida,
nossas mãos pregadas balanceiam vagarosamente, conexão da alma,
olhares perdem-se em tanta beleza, especialmente sua, tão minha,
areia dura, represa límpida, troncos tortuosos, repleta natureza.

O seu sorriso devasso que agora se expõe,
passeia em meus pensamentos líricos,
com destino certo e amor sem fim,
planejando a filosofia do Carpe Diem.

Perdi o melhor poema,
a divina interpretação sobre ela,
tulipas coloridas embebecidas,
por rimas, beleza e harmônia.

E o filho de Deus sangrou, açoitado, humilhado, até a coroa lhe cortava,
o mesmo sangue, que hoje é jorrado em vão, de um pulso, de um impulso,
a fé que Jesus provou em madeira e cruz, eternizou-se com a benção do Pai,
não é desse mundo, que se abandona na prática, por vezes, uma única voz é calada.

A distância me impede de tocá-la,
mover os dedos em seus leves cabelos,
roçar a barba em seu pescoço,
rir o seu riso sem esforço.

Antes e depois, divisão de mares,
preenchido, completo, inovados ares,
novos planos conturbam a calma,
jornada por ela iluminada.

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